sábado, 8 de maio de 2010

Deixar ir

Desapegar-se. Uma complicada arte para a maioria dos indivíduos (ao menos para aqueles guiados pela emoção, e não pela razão).

O exemplo mais simples de desapego vem das abelhas. Após construírem a colméia, abandonam ela. E não a deixam morta em ruínas, mas viva e repleta de alimento. Todo mel que fabricaram além do que necessitavam é deixado. Batem asas para a próxima morada sem olhar para trás. Num ato incomum, abandonam tudo o que levaram a vida para construir. Simplesmente "soltam" sem preocupação. Deixam o melhor que têm (sem choro nem vela) seja pra quem for.

"Deixar ir" não significa que estamos negligenciando, sendo fracos, despreocupados ou desatenciosos. Na maioria das vezes, quando você se faz responsável pelos outros, acaba se tornando irresponsável consigo mesmo. Chega um dia em que, se você não deixar tudo para trás, também não vai para frente. Dizer adeus, nestes casos, é a melhor opção. Tudo tem começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço. É preciso, por mais duro que seja, fechar os olhos e parar de sentir com o coração... Dar o primeiro passo, a primeira reza e o último beijo...

3 comentários:

Luana disse...

Muito profundo!

Essa questão de desapego é realmente muito complicada!

Não sabia q tinha uma amiga com tanto talento para escrever!

Bjus

Suellen disse...

Carina, tá lindo seu blog. Seus textos são super atuais e pertinentes! Adorei todos os posts e continuem compartilhando esses pensamentos bacana conosco viu. Beijão

Lana disse...

caiu como uma luva!!!
kkkkk

poiseeh, deixar ir eh fosa, mas vida eh movimento e mudanças sao movimento. Apegar-se demais a algo/alguem causa estagnação... deixe ir e, se for realmente seu, certamente voltará!!!

beeejos