terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Amor?

A palavra amor vem do latim amor, que quer dizer “amizade, dedicação, afeição, ternura, desejo grande, paixão, objeto amado”. Os registros históricos sobre a evolução gráfica do vocábulo indicam que o termo já aparece grafado como amur no século XIV e aamoor e hamor no século XV.


É, sem sobra de dúvida, uma das palavras mais fascinantes em todos os idiomas e culturas. Até porque, independentemente da língua escolhida os significados desse termo trazem em seu bojo um caráter vigoroso e múltiplo.


O amor é um conceito diverso, repleto de contrastes, antíteses, paradoxos e peculiaridades que o tornam, ao mesmo tempo, singular e complexo. Defini-lo é muito mais do que uma simples demonstração de conhecimento linguístico. É, antes de tudo, uma empreitada desafiadora.


Prova de toda essa variedade de significações e dessa intensa batalha de antíteses presentes numa mesma palavra pode ser evidenciada num pequeno rol de citações que explicita boa parte de sua dinâmica conceitual. O amor pode justificar, determinar, agregar, permitir, superar, perdoar, prolongar, solicitar. O amor também condena, desnorteia, absolve, revela, esconde, simula, expõe. O amor orienta, desnorteia, incendeia, esfria, congela, ferve.


No amor estão presentes, ao mesmo tempo, os quatro elementos e os cinco sentidos. Por ele se luta, por ele se ganha, por ele se perde, por ele se joga, por ele se brinca, por ele se chora, por ele se vive, por ele se morre... Ele ataca e defende, derruba e sustenta, grita e silencia.


Seja na gramática ou na poesia, seja na etimologia ou na filosofia, a verdade é que basta estar vivo para saber, de maneira consciente ou insciente, que o amor transcende qualquer ciência. Ele nasce, cresce e se multiplica, ocupando espaços maiores e menores, mas sempre edificados com o que há de mais nobre no espírito e no coração do ser humano.

3 comentários:

Shiro disse...

All we need is love...
Well... sem muita inspiração pra comentários.

Um beijo.

H. D. Flúmen disse...

Uma das melhores leituras que ja fiz em seu blog.

O último parágrafo, perfeito.

Cuide-se!

Ana Carolina Carvalho disse...

Cansei do amor. É complexo de mais pra mim.
Mas a verdade é que ninguém vive bem sem ele